terça-feira, dezembro 05, 2006

Mais um

Finlândia ratificou o Tratado Constitucional Europeu

A Finlândia tornou-se hoje o 16º país da União Europeia a ratificar o projecto de Tratado Constitucional Europeu, após a rejeição do documento nos referendos de França e Holanda, no ano passado, anunciou o Parlamento finlandês.

Os deputados finlandeses aprovaram, por uma esmagadora maioria de 125 votos a favor e 39 contra, o Tratado Constitucional que visa facilitar o funcionamento da União alargada a 25 e preparar futuros alargamentos.

Depois da rejeição do documento em França e na Holanda, o Conselho Europeu decidiu dar um prazo de dois anos, entre o início de 2007 e o final de 2008, data do final da presidência francesa da UE, para encontrar uma solução para a Constituição.
(AFP)

JB

terça-feira, outubro 10, 2006

Festa brava

O Parlamento Europeu, leva esta semana a Plenário um Relatório de Iniciativa da autoria de uma deputada alemã em que " manifesta a sua preocupação face ao sofrimento dos animais de combate; insta a Comunidade Europeia a pôr fim aos combates de cães, touros e galos através de legislação nacional ou comunitária, conforme for apropriado, e assegurando que as pessoas em causa não recebam qualquer subsídio estatal ou nacional relacionado com as suas actividades".

Consigo perceber que um germânico meta no mesmo saco o cão, o galo e o touro, tratando-os a todos como animais de combate. Por desconhecimento legítimo, acredito que não saiba que o touro bravo nasce e cresce em plena liberdade e que apenas há criadores desta raça porque há touradas. Que não é manipulado geneticamente nem no seu processo de crescimento para ser agressivo e se engalfinhar com um congénere.

Até consigo perceber que maioria dos Deputados Europeus venha a votar favoravelmente uma solicitação destas. Afinal, touradas só as temos em Portugal, Espanha e França e a União tem 25 Estados Membros...

Mas custa aceitar que a câmara representativa de todos os cidadãos europeus e o órgão mais democrático da Europa, por ser eleito por sufrágio universal directo, possa não levar em linha conta um principio fundamental da essência desta União que é o respeito pela diversidade cultural dos Estados Membros.

O Tratado de Amesterdão, de 1997, no anexo relativo ao bem estar e protecção dos animais, consagra o respeito simultâneo "das disposições legislativas e administrativas e os costumes dos Estado membros, nomeadamente em matéria de ritos religiosos, tradições culturais e património regional." E o que é a Tourada senão uma tradição cultural secular de países como França, Portugal ou Espanha!

Barbárie? Para mim, barbárie é por exemplo a criação de frangos que vêm ao mundo e o deixam sem verem uma pena a crescer no seu corpo e saltam num ápice para o prato dos consumidores. A tourada é feita com animais criados em campos a perder de vista que nos 4 ou 5 anos de vida não sofrem qualquer tipo de pressão humana, nem crescem na "engorda" e que são lidados em espaços circunscritos onde só vai quem paga para ver o espectáculo.

Não sei qual vai ser o resultado da votação, mas considero um mau precedente para uma União Europeia, que ainda não conseguiu aprovar uma Constituição que a regule, começar a imiscuir-se em tudo e a anular a diversidade cultural dos seus membros.

JB

domingo, outubro 08, 2006

Radio virtual

Vale a pena gravar nos favoritos. E consumir até fartar.

JB

segunda-feira, setembro 25, 2006

eu já tinha idade para ter juízo

Há largos meses que me deixei de postar (disparates) neste espaço mas sabe sempre bem receber uma mensagem onde se pede que eu des-conteste qualquer coisa.

Então cá vão 3 quaisquer coisas:

1. Liberdade de expressão
Não é questionável a desproporção entre as reacções e o "discurso académico" de Bento XVI. Não é questionável o direito de Bento XVI exprimir opiniões ou citar autores. Mas reeditar as cruzadas, a inquisição ou a jihad é diferente se a reedição em causa é feita por Pedro ou por um teólogo/académico.

2. Hungria
Que existem formas diferentes de ser e de estar entre a nova e a velha Europa já todos nós tinhamos compreendido, mas daí até encontrarmos um país onde o cidadão normal ainda acredita que o discurso político oficial não é desconstruído e reinventado consoante o forúm de debate ou os interlocutores em presença já é entrarmos num domínio de ingenuidade desconcertante.

3. Um must
Reler "O Processo" de Kafka e encontrar paralelos com o funcionamento das instituições europeias.

CA

domingo, setembro 24, 2006

chama ou ecrã iluminado

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Marisa Monte prendou-nos ontem com um excelente concerto, a puxar para o intimista. Ao terminar com um dos seus clássicos anunciou que os telemóveis eram bem vindos. E lá vieram eles. Muitos! A fazer o papel do saudoso isqueiro.
Algo me leva a crer que esta inovação não se deve ao politicamente correcto que é hoje não fumar. Tem mais a ver com a evolução dos tempos. Mas, para meu contentamento (e da CA), ainda havia lá gente da velha guarda. Vimos dois ou três chamas a brilhar. E não é saudosismo bacoco. Dá mesmo outra envolvência!

JB

quinta-feira, agosto 31, 2006

Foi por isso que gostei dela!

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A particularidade desta palmeira nem é o exótico efeito que provoca aos olhos de quem por ali passa. O que tem de excepcional é a rebeldia de ter crescido como bem lhe apeteceu, de ser diferente entre iguais.

JB

L'absolu

"Lorsque dans notre vie sentimentale nous ne recherchons plus l'absolu c'est que quelque part, l'on est déjà mort."

Um amigo meu

TS

terça-feira, julho 18, 2006

Líbano

Ontem, ao fim de não sei quantas tentativas goradas, consegui falar com um amigo que vive no Líbano.

Libanês, maronita, pai de dois filhos, um deles recém-nascido, o meu amigo mantém um sentido de humor inabalável e perante as minhas questões sobre a situação de caos desarmou-me completamente:

"Tenho a certeza que o que se passa hoje no Líbano é um passo em frente para o meu país, no caminho para a democracia, eliminando as interferências externas da Síria e do Irão. Quem como nós sempre viveu em guerra não teme bombardeamentos, mesmo quando acontecem a menos de 5km do sítio onde se vive. Estamos bem e temos esperança."

CA

quinta-feira, julho 06, 2006

Cinderela adulterada

Hoje gostava de ser fada. Sim, fada. Não era para transformar a abóbora na carruagem que, hoje em dia, o metro e os autocarros chegam a todo o lado (ou quase) e em último recurso sempre existe o táxi. Nem para transformar roupa velha e esfarrapada num belo vestido de cetim, pois nos dias que correm, há uma loja chinesa em cada esquina que por 5 tostões vende vistosas fatiotas para bailes e festarolas. Muito menos para fazer sapatos de vidro que um pezinho que se quer saudável reclama, isso sim, um sapato de boa pele.
Afinal gostava de ser fada, ou melhor, de ter a varinha da fada, apenas para poder trocar as voltas à ignorância e ao desconhecimento de certas madrastas que circulam pelos corredores deste planeta e que por azar se cruzam connosco…

JB

segunda-feira, julho 03, 2006

se calhar tinhas razão

Se calhar tinhas razão quando me dizias, há uns meses atrás que, com o tempo, nos tornamos menos exigentes.

Compreendi isso ontem e não gostei.

CA

e um bom espectáculo!

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JB

segunda-feira, junho 26, 2006

Mau espectáculo

O jogo Portugal Holanda de ontem foi uma vergonha. Desde 1930 que não se viam tantos cartões amarelos num do Mundial e os quatro cartões vermelhos mostrados neste jogo estão em primeiro no ranking deste mundial 2006. Culpa do árbitro? Não me parece...

Jogadores de alta competição, com experiência em competições internacionais, não têm o direito de dar espectáculos como este a que assistimos.

Figo, independentemente das razões que o assistiram, prestou um papel que só lembrou a triste atitude de João Pinto em 2002. Não é concebível que um jogador que já foi considerado pela FIFA o melhor do mundo em 2001 responda desta forma, dentro das quatro linhas, a uma entrada de um jogador da equipa adversária.

O público contenta-se com pouco... assobia a vitória da selecção no jogo Portugal-Angola por fraca prestação futebolística mas sai à rua a festejar a vantagem sobre a Holanda.

Gosto de futebol, torço pela Selecção, mas uma passagem aos quartos de final de um Mundial não justifica mau futebol. E foi o que tivémos.

JB

on-line