uma questão de tapete
semmalicia@hotmail.com
Há dias de manhã
- Está muito calor aqui dentro, não achas?
Em resposta a JB (depois do post sobre o Rodrigo), agradecendo à Sala de Fumo o devaneio matinal:
Cheira-me que esta semana vai ser muito interessante.

A gente às vezes tem vontade de ser
- O que é que querias que escrevessem na tua lápide?

Há pessoas fanásticas que, na medida certa, já pensaram e disseram, muito melhor que eu penso ou digo, aquilo que sinto.

A participação dos portugueses no acto eleitoral de ontem constituiu um sinal forte de consciência cívica. Constituiu, em primeiro lugar, uma aceitação sem reservas da decisão de Jorge Sampaio de dissolução da AR. A direita populista que nos (des)governava não percebeu que nesse dia, provavelmente ainda mais do que hoje, uma esmagadora maioria de portugueses - de direita ou de esquerda - suspirou de alívio. Decidiu a ex-maioria adoptar a tese da cabala: Sampaio, os banqueiros, os jornalistas esquerdistas (como José Manuel Fernandes...) e esses traidores, reputados trotskistas e membros da "brigada do reumático da IIIa República" que são Cavaco Silva, Freitas do Amaral, Manuela Ferreira Leite, Pacheco Pereira e outros, tinham-se juntado num conluio sem precedentes para barrar a via messiânica que nos era prometida pela dupla Santana-Portas!
Presente do Indicativo
Estou de volta do voto.

Relatava ontem a Lusa:

Santana Lopes atribui aumento do desemprego à dissolução do Parlamento
Partamos da seguinte premissa: nenhum debate é decisivo. Já tinha, aliás, defendido esta ideia no post dedicado ao debate Santana-Sócrates. Mas lá por não ser decisivo não deixa de poder ser divertido. E, confesso que o de ontem deixou-me bastante bem disposto. Em primeiro lugar, pelo caricato episódio do afónico Jerónimo - nem nos seus piores pesadelos um político pode imaginar uma cena destas. Em segundo lugar, porque houve, de facto, trocas de palavras cómicas. Por fim, porque o meu candidato preferido não se saiu mal, esteve bem mais solto que noutros debates ou entrevistas e terá que ser considerado como um dos beneficiados (vencedores ou derrotados só no dia 20) do show de ontem. Mas vamos lá a uma análise figura a figura:

Avec le temps...
Isto é mau demais para ser verdade! Temos o menino-guerreiro a chorar baba e ranho na caixa de correio dos portugueses queixando-se de maus-tratos!
Lá vem a Nau Catrineta
Humberto Delgado (15 de Maio 1906-13 de Fevereiro 1965)

hoje está um dia particularmente sombrio.
"Para que vieste
"Alguém ouviu alguém, nesta pré-campanha, falar da construção europeia, da Constituição que nos vai reger, dos desafios novos que nos coloca a alargamento a 25?"
"Mas quem não parte não regressa
- Les hommes, dit le petit prince, ils s'enfournent dans les rapides, mais ils ne savent plus ce qu'ils cherchent. Alors ils s'agitent et tournent en rond....
O jogo de ontem foi uma tristeza... Portugal conseguiu passar 90' em campo sem concretizar qualquer jogada digna de uma equipa que esteve na final do Europeu.
Com jogos destes só podemos pedir uma de duas coisas:
- Que o Scolari se abstenha de gastar tanto dinheiro em deslocações de uma equipa que vai para particulares sem vontade de jogar;
- Que a RTP não perca tempo a passar jogos destes. Sempre é melhor ver o Telejornal e as peripécias eleitorais...
JB

Just a perfect day,
Já amanhece mais cedo por terras do Norte da Europa. O que cria alguns problemas.

"Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na acção.
Pois, com um título destes até achavam que eu ia escrever sobre o debate de ontem, né?
A alegria da malaia por conhecer portugueses naquele decrépito autocarro entre Singapura e a Malásia. Malaca... até à “Portuguese Street“, onde fez questão de nos levar para ver os seus vizinhos e as crianças que têm aulas de português uma vez por semana. O orgulho de carregar um apelido dos nossos.
Porque esta semana parece ser a semana dos casais destroçados...
Virei agora a página do calendário, apesar de ser Fevereiro há já 3 dias.
Hoje encontrei uma pessoa que foi mordida por uma carraça infectada.
Facto: voltei a ter música em casa.
Avisas sempre antes de chegar.
Retiram-se as acusações pró-Candy dirigidas a CA.
Há dias
Em que não cabes na pele
Com que andas
Parece comprada em segunda mão
Um pouco curta nas mangas
Há dias
Em que cada passo é mais um
Castigo de Deus
Parece que os sapatos que vês
Enfiados nos pés
Nem sequer são os teus
(...)
JB