Nau Catrineta
Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar
São Paulo Portas à Proa
Santanás a comandar
Ouvi agora senhores uma história de pasmar
D. Bagão conta o pilim
D. Morais trata das velas
D. Guedes limpa com VIM
tachos pratos e panelas
D. Pereira na enfermaria
conta pensos e emplastros
E o D. António Mexia
põe vaselina nos mastros
Andava a nau bolinando
Tejo abaixo sem destino
D. Santanás besuntando
seu ralo cabelo fino
D. Portas mudo e calado
olhos fixos no além
espera nervoso e sentado
por notícias de Belém
E eis que então de repente
sol a pino, era meio-dia
D. Santanás pára o pente
e berra para o vigia
Sobe à gávea meu marujo
sei que a borrasca me aguarda
e como à sina não fujo
então que venha a bernarda
Vê se topas de luneta
quem me quer fazer a cama
além desse El-Rei da treta
os autores de toda a trama
embora p'ra ser sincero
eu já os conheça bem
desde o Mendes ao Marcelo
e ao candidato a Belém
E ainda a Manuela
e o filho de uma rameira
que deitava p'la janela
o DVD do Vieira
foram muitos os traidores
devia ter estado a pau
malditos conspiradores
contra o comando da Nau
Da parte que toca a nós
sempre vos fomos leais
nunca criámos torós
borrascas ou temporais
Digo eu, D. Paulo Portas
e é a verdade acabada
se as coisas sairam tortas
foi a laranja a culpada
Cale-se lá um bocado
que isso é conversa fiada
Marujo: estás tão calado
ainda não viste nada?
Meu Capitão, vejo sim
vejo El-Rei muito animado
com os homens do pilim
e D. Soares a seu lado
e também o D. Aníbal
e ainda o Cardeal
perguntando se é possível
fazerem-lhe o funeral
autor desconhecido,
agradecimentos do descontextos ao FF por este envio matinal
CA

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