terça-feira, fevereiro 22, 2005

pequenas coisas, coisas pequenas

(embora também fosse possível) esta não vem na sequência da conversa que tive, um destes dias, sobre a importância do(s) tamanho(s), seja(m) ele(s) altura(s), largura(s) ou comprimento(s).

(embora também fosse possível) esta não vem a propósito do fantástico seminário em que participei, há uns anos em Maastricht, sob o sugestivo tema "Does size matter?" onde se falou basicamente das estratégias a adoptar pelos países pequenos no contexto das negociações com as instituições comunitárias.

De facto há pequenas coisas, coisas muito pequenas, banais e mesmo ridículas, que podem alterar de forma substancial um estado de espírito.

Ontem quando cheguei a casa encontrei na caixa do correio um cupão de desconto de 18€ na próxima compra na minha loja favorita.

Ontem quando cheguei a casa voltei a ter um silêncio imenso.

Ontem quando cheguei a casa liguei a televisão (depois da reportagem "o primeiro ministro que veio de Castelo Branco montado num jerico", dos choros no largo do Caldas e do ranger de dentes de PSL) tive direito, em promoção, a um episódio dos Friends (datado da guerra de catorze) e outro do Will and Grace. Um mimo.

Ontem, quando cheguei a casa, senti-me imensamente feliz por voltar e imensamente infeliz porque cada regresso implica também uma partida.

Hoje, quando saí de casa, esconjurei três vezes o excesso de medidas de segurança, uma vez por cada solicitação do bilhete de identidade.

Hoje recebi esta
tudo ficou melhor outra vez.

CA

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