sexta-feira, abril 29, 2005

reencontros

Tenho a mala feita para o meu fim-de-semana de reencontros.

A ver(mo-nos) vamos.

Até breve.

CA

agrada-me

este blog.

hoje, em particular, porque acordei mas não queria.

CA

‘SuperPinilla’

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JB

quinta-feira, abril 28, 2005

Vida de sapo


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Mais de mil sapos morreram nas últimas semanas num lago de Hamburgo, depois de incharem por causa desconhecida até explodirem literalmente, projectando as entranhas a um metro de distância, noticia hoje a imprensa alemã.

Faz lembrar "um filme de ficção científica", disse Werner Smolnik, da Associação de Protecção da Natureza em Hamburgo. "Vimos animais rastejar no solo, inchar e explodir", chegando os corpos a atingir três vezes e meia o tamanho normal, acrescentou.

"Nunca vi nada assim", disse o veterinário Otto Horst. "Os animais incham durante alguns minutos até que morrem".

O acesso ao lago, no elegante bairro de Altona, foi interdito e o fenómeno está a ser acompanhado por biólogos, que estão a proceder a investigações.

Entre as explicações avançadas menciona-se um vírus desconhecido, um fungo que teria infestado a água ou mesmo ataques de corvos à maneira de Hitchcock que fariam os sapos inchar e morrer de pânico.

BC

o amanhecer é melhor

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quando há finais de tarde surpreendentemente agradáveis
CA

quarta-feira, abril 27, 2005

Acessório(s)

Eu bem sei que o que importa é o essencial e não o acessório.

Mas este acessório foi verdadeiramente a única coisa que hoje me fez falta.

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CA

terça-feira, abril 26, 2005

Discussão

- Desconfio que a democracia não resulta. Juntam-se astronautas, bodes, camponeses, galinhas, matemáticos e virgens loucas e dão-se a todos os mesmos direitos.
Isso parece-me um erro cósmico. Desculpa.


Desculpei mas fiquei ofendido. Que a democracia era aquilo mesmo, e ainda com conversa fiada como brinde, isso sabia eu. Que mo viessem dizer, era outra coisa.
Fiquei ainda mais ofendido, até porque não gosto de erros cósmicos.
Acho um snobismo.


- Eu sou democrático - rugi entre dentes, como resposta. - Tenho amigos no exílio, todos democráticos.
Foram para lá por serem democráticos. É um sacrifício que poucos fazem, ir para o exílio e ser professor universitário exilado e democrático.
Eras capaz de fazer isso ?


- Não sou democrático.


Não havia resposta a dar. Nenhuma. Ele não era democrático, não sabia de democracia.
Eu sim, sou democrático, até já quis ir à América, que me afirmaram que lá é que é a democracia.
Recusaram-me o visto no passaporte, disseram que eu era comunista!
Viram isto ?

Mário Henrique Leiria
in Contos do Gin-Tonic

CA

segunda-feira, abril 25, 2005

private post

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Post com um único destinatário, absolutamente privado e não sujeito a comentários ou interpretações abusivas.

CA

25/04

O miúdo mais giro e castiço que eu conheço decidiu vir ao mundo no dia da Revolução. E... tem tudo a ver! Por isso, este e-bolinho especial:

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JB

a sério que gostava ...

... de me alegrar com a alegria dos outros

mas sou demasiado egoísta,

por isso partilho alguns estados de alma. Unir na tristeza e na angústia é, para mim, mais evidente.

CA

expectativas

Devo confessar que gostei particularmente da frase e andei a matutar nela estes dias.

Talvez pelo excesso de expectativas que alimento - sobretudo em relação às pessoas - doeu-me pensar que, com o tempo, me desumanizei de uma forma assustadora.

O que me dá algum alento é que o autor da frase também já tinha escrito algures "nos homens inteligentes a maldade é uma opção".

Fico-me pela segunda. A primeira é demasiado difícil.

CA

Abril

Pensei vestir vermelho
Pensei mesmo trazer um cravo na lapela

Mudei de ideias
aqui não é Abril

Por isso vesti verde
E por isso guardei o cravo
E por isso me lembrei da Natália Correia


POEMA DESTINADO A HAVER DOMINGO

Bastam-me as cinco pontas de uma estrela
E a cor dum navio em movimento
E como ave, ficar parada a vê-la
E como flor, qualquer odor no vento.

Basta-me a lua ter aqui deixado
Um luminoso fio de cabelo
Para levar o céu todo enrolado
Na discreta ambição do meu novelo.

Só há espigas a crescer comigo
Numa seara para passear a pé
Esta distância achada pelo trigo
Que me dá só o pão daquilo que é.

Deixem ao dia a cama de um domingo
Para deitar um lírio que lhe sobre.
E a tarde cor-de-rosa de um flamingo
Seja o tecto da casa que me cobre

Baste o que o tempo traz na sua anilha
Como uma rosa traz Abril no seio.
E que o mar dê o fruto duma ilha
Onde o amor por fim tenha recreio.

Natália Correia
in Passaporte (1958)


CA

Estados de alma

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JB

Abril de Abril


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Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.

Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.

Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.

Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.

Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.

Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.

Manuel Alegre
JB

sexta-feira, abril 22, 2005

Camus

Aujourd'hui, maman est morte. Ou peut-être hier, je ne sais pas. J'ai reçu un télégramme de l'asile : "Mère décédée. Enterrement demain. Sentiments distingués." Cela ne veut rien dire. C'était peut-être hier.
.
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JB

quinta-feira, abril 21, 2005

paisagens

Uma das experiências mais dolorosas nas tardes de sol do mês de Abril é espreitar pela janela e ver as esplandas cheias de convivas que partilham a boa da cerveja belga depois do horário de expediente, enquanto do lado de cá do vidro se partilham ainda os mails, os memos e os telefonemas de final de dia.

Ou pelo menos assim foi nos últimos anos.

Espreitei pela janela e amargamente descobri que já não vejo esplanadas, nem gente, nem copos de cerveja, mercê da construção de dois novos edifícios que, quando concluídos, deixar-me-ão como paisagem apenas uma nesga de praça.

Em sinal de protesto preparo-me para deixar os mails, os memos e os telefonemas e ir ver se ainda lá estão as esplanadas, as gentes e os copos de cerveja.

CA

A retroescavadora

Temos um País onde o absurdo ainda marca pontos perante a lenta reacção dos agentes da autoridade.

JB

quarta-feira, abril 20, 2005

Berlusconi

Oh que chatice!
JB

Bento XVI

Comecemos por citar um líder religioso protestante que se exprimia ontem à noite após um anúncio-surpresa de que afinal o favorito tinha mesmo sido eleito: " esperemos que o Papa Bento XVI não siga a linha doutrinária do Cardeal Ratzinger". Adicionemos as sábias palavras de D. José Policarpo que, como hábil jesuíta, afirmava em suma que por vezes a função transcende o homem. Resultado: é complicado engolir o discurso "deixemos-lhe o benefício da dúvida".
Um Papa que representa a facção mais reaccionária e "opusdeica" da Igreja Católica, intransigente nos dogmas, pouco aberta às outras religiões, que não assimilou ainda o conceito de modernidade, intolerante para com os pensamentos teológicos divergentes e pouco sensível ao destino dos mais frágeis, dos excluídos, daqueles que a Igreja é suposta defender.
Era de facto a escolha mais temida por aqueles que há anos esperam pelo sopro de ventos mais progressistas no seio da Instituição mais antiga do mundo. Resta-nos esperar que a comprovada inteligência superior de Ratzinger o leve a mudar de rumo, ou pelo menos, a suavizar as suas tomadas de posição no domínio do funcionamento da Igreja (ainda alguém engole que os homosexuais não são filhos de Deus? Que as mulheres não podem servir Deus da mesma forma que os homens?), dos costumes (será necessário haver um caso de Sida no Vaticano para se mudarem as mentalidades cegas?) ou sobre o eucumenismo (a chave da resolução de muitos dos conflitos que nos afectam). Resta-nos esperar ou rezar, para aqueles que acreditam...

Se a Igreja Católica não mudar continuará a perder os seus fiéis na Velha mas sempre central Europa...


TS

terça-feira, abril 19, 2005

lembrança

Para a CA este presente especial que, espero, faça passar despercebida a minha ausência desta tarde...

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JB

segunda-feira, abril 18, 2005

Fim de tarde

O amigo TS é muito cordial e é nos pequenos gestos que se comprova tal qualidade. Depois de ver a expressão "mouchoir de tête islamique" num texto que eu estava a escrevinhar, simplesmente a mudou para "voile islamique" sem mandar uma gargalhada. Era o que eu faria!
JB

PS: pode ser que um elogio o traga de novo a descontextualizar!

salada de fruta

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Hoje, torna que não torna, vira que não vira,
vem-me à cabeça aquela publicidade do
"Filho da fruta, filho da fruta"

PS. ter o gabinete transformado em estufa de frutos tropicais não ajuda muito

CA

ecos

Depois de ter reencontrado, num destes dias, os fabulosos chocolates Regina que eram, na infância, religiosamente saboreados, eis que este fim de semana me defrontei com outra doce recordação de meninice:

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o Capri-Sonne, pois então!!!!

JB

domingo, abril 17, 2005

Brel

Je vous ai apporté des bonbons
Parce que les fleurs c'est périssable
Puis les bonbons c'est tellement bon
Bien que les fleurs soient plus présentables
Surtout quand elles sont en boutons
Mais je vous ai apporté des bonbons

J'espère qu'on pourra se promener
Que madame votre mère ne dira rien
On ira voir passer les trains
A huit heures je vous ramènerai
Quel beau dimanche pour la saison
Je vous ai apporté des bonbons

Si vous saviez ce que je suis fier
De vous voir pendue à mon bras
Les gens me regardent de travers
Y en a même qui rient derrière moi
Le monde est plein de polissons
Je vous ai apporté des bonbons

Oh oui Germaine est moins bien que vous
Oh oui Germaine elle est moins belle
C'est vrai que Germaine a des cheveux roux
C'est vrai que Germaine elle est cruelle
Ça vous avez mille fois raison
Je vous ai apporté des bonbons

Et nous voilà sur la Grand' Place
Sur le kiosque on joue Mozart
Mais dites-moi que c'est par hasard
Qu'il y a là votre ami Léon
Si vous voulez que je cède ma place
J'avais apporté des bonbons

Mais bonjour mademoiselle Germaine

Je vous ai apporté des bonbons
Parce que les fleurs c'est périssable
Puis les bonbons c'est tellement bon
Bien que les fleurs soient plus présentables...

Jacques Brel "Les bonbons"

JB

Sem rancor

A pacata comunidade turca que, todos os domingos, se junta a jogar cartas em cima de um cartão aberto na relva no jardim em frente a minha casa, viveu hoje um dia diferente.
Pegaram-se todos à estalada depois de um breve período de diálogo crispado. Aquilo eram chapeladas, cintos das calças a trabalhar, murros, camisas rasgadas, pontapés, enfim, a miséria que todos conhecemos nas zaragatas.
Mas bonito foi ver o carro da polícia chegar. Os que se agrediam começaram ora a abraçar-se, ora a conversar animadamente, ora a fazer chamadas telefónicas com o ar mais descontraído que se possa imaginar.
Os polícias, perante tão idílico fim de tarde, foram-se embora. E eles?Voltaram a estender o cartão e lá continuam a bater cartas, até que a noite caia...
JB

sexta-feira, abril 15, 2005

Pedaços de França

Uma sondagem realizada junto dos agricultores franceses sobre o sentido de voto no referendo à Constituição Europeia demonstrou que 70% vai votar Não. Contextualizem-me! Não estamos a falar dos maiores beneficiários da Política Agrícola Comum?

Um francês exaltado disse-me esta semana que ia votar Não no referendo porque é contra a liberalização dos serviços e contra a entrada da Turquia. Expliquei-lhe que mesmo sem esta Constituição em vigor, a Turquia pode entrar e os serviços podem ser liberalizados. Engoliu em seco e, à falta de argumentos, exaltou-se ainda mais e disse que ia então votar não... porque sim!

Que saudades da França do Jean Monnet e do Jacques Delors...

JB

fim-de-semana

chegou o momento de dizer:

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vou de fim-de-semana!

CA

O agente da autoridade

Com bons exemplos destes é compreensível a alta taxa sinistralidade que se vive nas estradas portuguesas...

JB

quinta-feira, abril 14, 2005

Galanteio

A tua mãe só pode ser uma ostra para cuspir uma pérola como tu!

(gentilmente dado a conhecer pelo AS, verdadeiro homem do norte)
JB

terça-feira, abril 12, 2005

o meu mar

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O meu mar é assim.
Com contexto no basalto e no céu.

Faz-me falta o mar.
Faz-me falta o sabor a maresia que as pessoas trazem na pele.

CA

post visão

Houve um certo Congresso este fim-de-semana que, devo confessar, me passou quase completamente ao lado. A prévia certeza da vitória de um homem pequeno (ou de um pequeno homem, dependendo da perspectiva) fizeram qualquer interesse diluir-se.

Tarde e a más horas vi na RTP/I umas imagens do dito Congresso, enquanto o jornalista tentava explicar os motivos de ter um-tal-de-Santana-eu-queria-mas-não-me-deixam adiado, por diversas vezes, (mais) uma intervenção.

Sabendo que a dita organização tem uma atenção muito especial à imagem que passa para o lado de cá, a cada vez que um canal televisivo transmite as suas iniciativas em directo, o que me espantou foi o despudor com que os congressistas se passeavam pela sala, multiplicando-se em conversinhas de corredor, ignorando totalmente a coleguinha que na altura tinha a palavra.

Na terra de onde venho diz-se que quando um burro fala os outros baixam as orelhas.

Ao que parece no próximo fim-de-semana haverá outro Congresso. A ver vamos como é que esses outros senhores estão em termos de orelhas.

CA

ah pois é ...

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Esta das amoras trouxe-me várias e tão boas recordações que me incapacitou de postar nos últimos dias, ah pois foi ...

E em maré de fruta quem diz que o ananás faz bem à saúde engana-se. A mim faz cá um mal aos fígados, ah pois vai ser ...

Esta semana o meu telefone parece o 112 ou o 118 e ainda é só terça-feira, ah pois é ...

CA

sexta-feira, abril 08, 2005

As amoras

O meu país sabe às amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Sophia de Mello Breyner Andresen

JB

antevisão weekend

Tanta coisa a acontecer este fim de semana...
O Congresso do PPD-PSD (ou será que agora é outra vez só PSD?)
Provável vitória mendista, prováveis lágrimas ou discursos populistas menezistas, provável fantasma cavaquista e provável terceira via borgista. Pequeno detalhe da moção do "D. Sebastião Borges", a proposta de uma flat tax...Quando é que assumem de vez que não são sociais-democratas.?
As apostas para Papa a fazer entre amigos: italiano, Ratzinger, africano, sul americano, progressista (Daneels ou Policarpo)?
A análise de como todos os portugueses (sobretudo os que vivem no estrangeiro) se deveriam inspirar da "Mourinho's behaviour". Enquanto meio-mundo discute sobre os seus comportamentos polémicos, Mourinho avança e prepara mais conquistas. Até quando José?
Mais um episódio do quase final da Superliga: será que há alguma relação causa-efeito entre a competividade e equilíbrio deste campeonato e o escândalo "Apito Dourado"? Se precisarem de entrega de fruta ou rebuçados em casa é só ligar para o amigo Jorge Nuno Pinto da Costa...

Divirtam-se amigos, o povo é sereno...


TS

quinta-feira, abril 07, 2005

metades

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O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
Fernando Pessoa

CA

Botero

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Gosto muito!

JB

descontexto

Hoje sinto-me extraviado que nem chinelo de bêbado o que me faz ficar furioso como gato embretado em cano de bota. O resultado é como tosa de porco: muito grito e pouca lã.

O que eu queria mesmo era ir dormir que nem sapo morto estirado nos arreios.

Com os agradecimentos de CA às expressões gaudérias

quarta-feira, abril 06, 2005

Quem me dera...

... ter uma empregada que me arrumasse a roupa que a outra deixa engomada em cima da cama...

JB

Nº 0 de parabéns

Gostei muito da primeira edição do Courrier Internacional em língua portuguesa, publicada esta semana. Além de uma boa grelha de colaboradores, desenvolve temas muito pertinentes.

Acho que é a primeira vez que se pode dizer que uma publicação nos "mete a Europa em casa". Desde do eventual "Não" à Constituição em vários países europeus, passando pela problemática liberalização dos têxteis, pela reforma do Pacto de Estabilidade até à proposta de liberalização dos serviços na UE, há aqui uma panóplia de informação que muitas vezes o jornalismo caseiro tem pudor em publicar.

Diz o director Fernando Madrinha no seu editorial que o "Courrier Internacional oferece ao leitor português uma nova janela para o mundo - mostrando-lhe o outro lado de que os grandes media muitas vezes se distraem" e que se trata de"um jornal concebido para se ler devagar". E tem toda a razão! Já não me lembro da última publicação portuguesa que me tivesse consumido tanto tempo e interesse a ler.

Vai com certeza entrar nas minhas rotinas de leitura e, com sorte, substituir uns desajeitados lotes de papel que levo para casa todos os sábados...

JB

Sounds

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"Sensual Sound Navigation"... Para quem quiser saber o que é basta ir até aqui.

Mas o melhor é mesmo conhecer o artista, ouvir alguns temas, e, porque não, experimentar umas misturas...!

Recomenda-se!

BC

modesta contribuição

O texto que se segue, é do jornalista e cartoonista brasileiro Artur de Carvalho. Este texto é a minha mais que modesta contribuição à reflexão que se vai fazendo nos partidos da direita portuguesa antes dos seus congressos.

"Todos os dias eu chego em casa e me sento na frente da TV, ansioso, esperando começar o horário eleitoral. Para dar umas risadas, sabe? São tão poucos os motivos para se rir hoje em dia que a gente não pode perder a oportunidade de ver um louco de pedra gritando de punhos fechados que a solução para São Paulo é um trem bala. Eu simplesmente rolo de rir. E o mais engraçado é quando o candidato a governador (é, o cara é candidato a governador) obriga seus partidários (sim, o maluco tem partidários) a vestirem uma camisa da seleção brasileira e gritarem juntos “rumo à vitória”, todos dando um soco no ar, de punhos fechados, como se tivessem feito um gol. Mas o que é isso, meu Deus? Alguém tem de internar aqueles caras imediatamente num sanatório antes que eles cometam algum ato mais violento, ou até mesmo alguma perversidade."

CA

Lindo!!

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A "boa pontaria" de uma vaca ao colocar os seus excrementos, por três vezes, num sítio previamente escolhido (área de 1m2) será premiada com mil euros e um touro, num invulgar concurso que vai realizar-se sábado em Paços de Ferreira.
Se a vaca acertar apenas duas vezes no local escolhido pelo concorrente, o prémio baixa para 500 euros e um porco, descendo ainda mais - para 250 euros e um cabrito - se o animal deixar apenas uma "recordação".

Deseja-se sorte e mestria às concorrentes!

BC

frase do dia

"Quem revela a fonte é a água mineral"
autor desconhecido

CA

farol

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O tempo, o tempo flui
E assim o sangue corre em cada veia

E ao mesmo tempo que machuca
O tempo me passeia

O tempo que antecipa o fim
Também desata os nós

Ney Matogrosso, Olhos de Farol

Porque hoje me apetecia um farol e um porto.

Mas sobretudo porque me apetece desatar alguns nós.

CA

2000

Já viram?
O free counter no fundo desta página atingiu os 2000.
Acho que temos motivos para celebrar.

CA

Mónaco de luto

Morreu o homem que fez milagres por um penhasco.

JB

terça-feira, abril 05, 2005

Bodas de Prata

E já lá vão 25 anos !

JB

segunda-feira, abril 04, 2005

O Sal da língua

Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém - mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar,
para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.
Eugénio de Andrade

JB

Até quando?...

"Grande classique de l'inégalité entre les sexes: la vie amoureuse.
- Charles est un charmeur, Charlotte une allumeuse;
- Olivier un Don Juan, Olivia une nymphomane;
- Patrick célibataire, Patricia vieille fille;
- Jules refait enfin sa vie, Julie a vit oublié Greg;
- Antoine est tombé dans les filets d'une vieille, Antonia a jeté son dévolu sur un vieux riche;
- Nicolas a une bien jolie jeune femme, Nicole fait la sortie des écoles."
Yannic Duchesne

JB


O regresso à casa do Pai

A Cibertúlia ajudou-me a compreender este caminho de esperança. Esta Páscoa que agora se cumpriu.

Porque este Papa fez de facto caminho connosco, "no crescimento, no questionamento, na maturação, na experiência de vida. Dizer isto, não é dizer pouco: um pai de quem discordamos. Mas que podemos amar, sempre, apesar dos erros. Como ao nosso pai. Mas um pai que não se adora, nem se idolatra. Como ao nosso pai."

Fica o registo desta Memória, feita de tantas pessoas, como o Marújo, que me ajudaram a crescer e viver com Fé.

CA

Afinal letreiro souvenir colocado no livro da sua vida na livraria de uma qualquer esquina da cidade foi o primeiro sinal. Como fazemos com muitos dos Seus sinais escolhemos ignorá-lo ou considerá-lo um gesto de mau gosto. Para a próxima estaremos mais atentos.

domingo, abril 03, 2005

sms

Em jeito de terapia gostei deste e fez-me lembrar um fenómeno que nos últimos tempos tenho registado nas sms que recebo:

As sms assinadas.

Das duas três: ou as pessoas que me mandam sms me julgam incompetente para descodificar a origem da mensagem, apesar dos seus números estarem gravados na minha lista de contactos, ou ando a levar com uns templates ou então é uma nova regra de "entiqueta" (tipo Paula Bobone) que desconheço.

Hoje à tarde vou programar o meu móvel com umas assinaturas e umas saudações genéricas prêt-à-porter. Não me posso arriscar a andar por aí a ser menos civilizado que os outros.

CA

estórias de pontualidade

Parece-me bem que algures neste blog já escrevi qualquer coisa sobre o meu gosto pela pontualidade ou sobre a minha falta de gosto pelos atrasos.

Já não consigo contrariar afirmações sobre a falta de pontualidade "tipicamente portuguesa". A cada vez que chego pontualmente a encontros sujeito-me a comentários do tipo "nem parece que vem de Portugal", "nem parece é do Sul da Europa".

Lamentável? Parece-me que sim.

Mais lamentável se tem tornado desde que anda por aí um certo "cherne" a ocupar um cargo "que orgulha Portugal e os Portugueses" que fez gala, mesmo antes de ocupar o tal cargo, em chegar atrasado a vários dos "encontros" marcados, deixando à sua espera largas centenas de pessoas de algumas dezenas de nacionalidades.

Vem esta a propósito de uma conferência a que iria assistir ontem, com o mais mediático dos historiadores portugueses. Conferência agendada para as 19:30, mensagem de alerta para "chegar cedo por não haverem lugares marcados". Pelas 21 horas, ou seja, depois de mais de duas horas de espera e perante os esforços infrutíferos de alguém que balbuciava para a plateia desagradada "como nos dirá o professor quando cá chegar", em jeito de ante estreia de filme de sétima categoria, bati em retirada.

Valeu pelo jantar de burritos que se seguiu. Não valeu mais uma manifestação de desrespeito que alimenta o estereótipo vigente deste lado da Europa.

CA

sexta-feira, abril 01, 2005

Gostinhos

Não sei se os Gotan Project são o meu grupo de eleição, mas lá que gosto deles, gosto!

JB

sujeito estranho

Era um sujeito estranho na barba, nos olhos, no rosto de sal e mais
Era um sujeito como se fosse possível chover sem molhar e mais
Era como se um índio pudesse tentar ser como ele era, e mais
Era um menino estranho um homem tamanho sabia pegar, e mais
Era como se a força, como se um redemoinho puxasse mais
Era como se a lua que eu trago nos dedos nos puxasse mais e mais
Era como se não tivesse sido jamais

Oswaldo Montenegro

CA

Corpo Expedicionário Português

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A sensação é esquisita... faltavam 30 páginas para acabar o livro, mas andei a arranjar argumentos para adiar a sua conclusão. Não sei se por pieguice e medo do fim que já se adivinhava ou se por ter achado que se tratava de uma narrativa de excelência que nunca devia terminar.

Falo do livro do José Rodrigues dos Santos "A filha do Capitão". Trata-se de um romance histórico, passado na Flandres da 1ª Guerra Mundial.
Fiquei agradavelmente surpreendida pela escrita do autor, não por duvidar da sua capacidade, mas por considerar que dando conteúdo a uma história concreta conseguiu desenhar o ambiente real que o Corpo Expedicionário Português viveu nas trincheiras.

Há uns tempos estive no cemitério português de La Lys, perto de Lille, França, e foi uma visita comovente. As flores abundam naquele amontoado de cruzes que se erguem na relva, mesmo quando, para muitos portugueses, se trata de uma parte da história completamente votada ao esquecimento. A responsável pela manutenção daquele que é o maior cemitério português da 1ª Grande Guerra, conserva com o maior preciosismo (e poucos meios, pois claro!) "pedaços" da história do nosso Corpo Expedicionário no pequeno museu do cemitério, dignos de ser vistos.

Dia 9 de Abril passam 87 anos sobre a batalha que ceifou a vida a mais de 1000 portugueses que estavam a poucas horas de ser rendidos pelas tropas inglesas... boa altura para começar a ler este livro.

JB

releituras

"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

A frase é de Nelson Rodrigues e serve de apresentação ao projecto releituras. Recomenda-se.


CA

on-line