quinta-feira, outubro 27, 2005

novidades novidades

Após uma (in)justificável ausência, regresso ao descontextos, sem posts novos mas com dois links para outros blogs.

Um toque de insularidade global, de gente amiga, antes, durante e depois dos bastidores de uma campanha eleitoral.

CA

terça-feira, outubro 25, 2005

Thank you Rosa

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Courage in the face of oppression; resistance in the face of injustice. That is the enduring legacy of Rosa Parks, whose defiance on a racially segregated Montgomery, Ala., bus lit the flame of the modern civil rights movement and inspired freedom movements from South Africa to Poland.
Parks died Monday, Oct. 24, 2005, at home in Detroit. She was 92
On Dec. 1, 1955, Parks refused to give up her seat to a white man on a Montgomery city bus.

Her quiet stand against racial segregation that day galvanized the modern civil rights movement and catapulted the softspoken woman into history.

"I had no idea when I refused to give up my seat on that Montgomery bus that my small action would help put an end to segregation laws in the south," wrote Parks in the 1992 book "Rosa Parks: My Story."

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The first 10 seats on Montgomery buses were reserved for whites, but that didn't mean blacks were entitled to the others. After whites filled the front 10 seats, black riders in the next row back had to give up their seats and move if more whites boarded. Because blacks were not allowed to sit across the aisle from whites, an 11th white rider could cause four blacks to lose their seats.

Parks took the last vacant seat in the section open to blacks, in the first row behind the white section, and began the 1 1/2 -mile ride home.
"On the third stop, up there by the Empire Theatre, is when a few more people got on," she wrote. "They took up what were called the white reserved seats, and one (white) man was standing.
"And when the driver looked around and saw him standing, he did not move from where he was, but asked us to let him have those front seats -- he called them front seats.
"When he first spoke, didn't any of us stand up. And when he spoke the second time, he said, 'You all better make it light on yourselves and let me have those seats.'"

Parks said the black man next to her and the two black women across the aisle from her got up and moved to the rear of the bus.
Parks slid into the seat next to the window.
When the other three people stood up and Parks refused, the bus driver "asked me 'was I going to stand.' I told him no. And then he said, 'Well, if you don't stand up, I will call a policeman and have you arrested.' So I told him to go ahead and call him.

"He got out of the bus and stayed a few minutes ... Finally two policemen got on ... "
One policeman "asked me why I didn't stand up, and I asked him, 'Why do you all push us around?' And he said to me, and I quote him exactly, 'I don't know, but the law is the law and you're under arrest.'"
Parks was booked, fingerprinted and jailed. E.D. Nixon, then 56, the patriarch of civil rights activism in Montgomery, was among those who bailed her out.

"The next Monday, Dec. 5, was the day of the trial when I was found guilty," Parks said. "It didn't last but a few minutes and nobody was surprised at the verdict."
She was fined $10 plus $4 in court costs for violating segregation laws.

"But that night at my church, the Holt Street Baptist Church, we had a meeting, and thousands of people came," Parks said.
"Most of them couldn't even get into the church. But there were so many people in the streets and off the buses that I think that was the first time I thought something special might be happening."


TS

domingo, outubro 23, 2005

O meio termo

No ar deu-se encontro da fadiga com o receio das alturas. O encontro de quem procura a paz no cimo da montanha e de quem respira a tranquilidade no fundo do mar. Se a um, a montanha pouco atrai, pelo receio do cansaço na subida até ao cume, ao outro, assusta a botija de oxigénio às costas e o serpentear entre corais e peixes, longe da linha de água. Resta saber o que lhes reserva a terra firme.
JB

sexta-feira, outubro 21, 2005

Corrida aberta

Finalmente a direita apresentou um candidato. Ja estava farto de candidatos so de esquerda. Nao tinha piada.
Agora sim, com o homem das dez bandeiras nacionais, temos D.Sebastiao. Fiquei a pensar se as 10 bandeiras da patria e a falta de uma da UE era um piscar de olho ao euro-realismo dos populares (populares, populares, excepto nas autarquicas...). Os populo-centristas ou centro-populares terao coragem de assumir uma candidatura propria ou ainda andam a desculpar-se das cento e tal manchetes de "o Independente". O Dr. Cavaco diria "o futuro a Deus pertence". E eu pergunto: - e quem nao acredita em Deus faz o quê?

PS - Se procura um mandatario nacional para a sua candidatura, ligue ja para o Dr. Lobo Antunes, o mandatario para todos.

TS

quinta-feira, outubro 13, 2005

parabéns

Hoje o descontextos também está em festa.

Para os blogo-e-leitores mais distraídos:

JB faz anos.

A noite vai ser de festa, ah pois vai!

CA

quarta-feira, outubro 12, 2005

Il Cavaliere no seu melhor

Berlusconi altera a lei eleitoral para vencer em 2006

O sistema proporcional ameaça fazer regressar a crónica instabilidade política italiana
A Câmara dos Deputados italiana abriu ontem o caminho à aprovação da nova lei eleitoral, que reintroduz o método proporcional, depois de ter rejeitado duas moções da oposição que punham em causa a constitucionalidade do texto. Para a oposição, Silvio Berlusconi muda as regras na véspera do jogo, para permitir a manutenção no poder da coligação Casa das Liberdades, que as sondagens dão como perdedora nas legislativas da Primavera de 2006.

A oposição contava com a deserção de deputados da maioria, pois a votação era secreta. Em vão: as moções foram derrotadas, por 326 votos contra 270 e 325 contra 272. A votação final será feita até ao fim da semana, seguindo a lei depois para o Senado.
Um estudo da Câmara dos Deputados, divulgado pelo diário La Stampa, indica que, mesmo com votação proporcional, Berlusconi perderá as eleições, conquistando a União (centro-esquerda) 340 dos 630 deputados. Mas trata-se de uma simulação feita com base nas recentes eleições regionais, muito desfavoráveis ao Governo.

Os analistas eleitorais afirmam o contrário. Com o actual método - 75 por cento dos deputados eleitos em sufrágio maioritário e 25 em proporcional - a coligação de Berlusconi seria derrotada. Mas com o novo sistema proporcional, poderá obter a maioria absoluta com o mesmo número de votos que a União. É um milagre explicável: na distribuição dos mandatos, a nova lei premeia a coligação que tenha menos partidos. A Casa das Liberdades tem quatro, a União tem quase uma dezena.

O milagre encerra paradoxos. A mudança foi exigida pelos democratas-cristãos da UDC, que querem restabelecer o papel arbitral dos pequenos partidos centristas. Mas, dizem aos analistas, prejudicará dois outros membros da coligação, a Aliança Nacional, de Gianfranco Fini, e a Liga Norte, de Umberto Bossi.

Regresso ao passado

Berlusconi acabou por adoptar a ideia e forçou a mão aos aliados por duas outras razões. Como os partidos concorrerão separados, Berlusconi evita as eleições primárias dentro da coligação governamental, que muito temia. Inversamente, cria problemas ao virtual líder da oposição, Romano Prodi, que anunciou a realização de primárias para se legitimar. Pior do que isso: Prodi não tem partido, e só pode ter poder acima dos partidos da sua coligação, o que a nova lei eleitoral tornará impossível.

A introdução do sistema maioritário em 1993, temperado por uma dose de proporcional, criou um sistema bipolar, duas grandes coligações - centro-esquerda e centro-direita - o que permitiu a estabilidade governamental e a alternância. Sem ele, Berlusconi não teria chegado ao poder em 1994.

O método proporcional faz antever o regresso do "transformismo", ou seja, a mudança de campo dos pequenos partidos centristas que se tornam o árbitro das coligações e fomentam uma elevada instabilidade (antes de 1993, a maioria dos governos durava menos de um ano). A UDC, de Pierferdinando Casini e Marco Follini, deseja reconstruir com os democratas-cristãos de esquerda um pólo que determinará os governos.

Isto encerra uma ameaça para Berlusconi. Mas vale tudo quando se trata de transformar em vitória uma quase certa derrota.

in Público, edição de 12.10.05

JB

segunda-feira, outubro 10, 2005

Wake Me Up When September Ends

Summer has come and passed
The innocent can never last
wake me up when september ends

like my fathers come to pass
seven years has gone so fast
wake me up when september ends

here comes the rain again
falling from the stars
drenched in my pain again
becoming who we are

as my memory rests
but never forgets what I lost
wake me up when september ends

summer has come and passed
the innocent can never last
wake me up when september ends

ring out the bells again
like we did when spring began
wake me up when september ends

here comes the rain again
falling from the stars
drenched in my pain again
becoming who we are

as my memory rests
but never forgets what I lost
wake me up when september ends

Summer has come and passed
The innocent can never last
wake me up when september ends

like my father's come to pass
twenty years has gone so fast
wake me up when september ends
wake me up when september ends
wake me up when september ends

(Letra: Billie Joe; Música: Green Day)

JB

My World

Bastou passar por casa de um vizinho, para chegar aqui e descobrir que preciso de um balde de tinta vermelha para cumprir o sonho…

JB

Autárquicas segundo Lapalisse

Há que assumir a derrota como tão bem o fez Francisco Assis no Porto. O PS perdeu as eleições de ontem. E perdeu-as, não porque tenha perdido um número significativo de câmaras em relação aos resultados de há quatro anos, mas porque precisamente não conseguiu fazer melhor do que nessas eleições de má memória. Não subiu o número de câmaras e não conseguiu ganhar nenhuma das principais câmaras do país. A excepção de Faro é compensada pela perda de Santarém e, sobretudo, de Aveiro. Bom, bom só mesmo a vitória de Amarante!

O PSD ganhou. Marques Mendes cimenta a sua liderança. A sua coragem em excluir os candidatos-bandido (a excepção de Damasceno não se percebe bem) - que já aqui tínhamnos elogiado - vingou, apesar de nesses concelhos o populismo de Isaltino e de Valentim ter vencido.

O PC tem um resultado muito bom, sobretudo nas áreas urbanas. Quem achava que os comunistas estavam em vias de desaparecer, actualize a sua análise. A sua implantação local mantém-se fortíssima e são os primeiros beneficiados com o descontentamento social provocado, segundo alguns, pelas políticas de reforma do governo.

O BE e o PP tem o mesmo número de presidentes de câmara: 1. Verdade seja dita que os populares participam em algumas coligações com o PSD que ontem possibilitaram a eleição de alguns edis. O Bloco dobra o número de votos mas fica bastante abaixo do resultado das legislativas.

Globalmente: não creio que os portugueses queiram mudar de governo 6 meses depois de darem a maioria absoluta ao PS. O Governo terá que saber conciliar a necessidade de continuar a fazer reformas - Portugal é um país pobre que vive, de facto, acima das suas possibilidades - mas terá que evitar que as reformas incidam sempre sobre os mesmos. São as classes mais pobres que sofrem com o aumento do IVA. E essa é a gente que o PS é suposto defender. Para quando o levantamento do sigilo bancário? O PS terá de não só explicar melhor - como agora todos dizem - mas, sobretudo, fazer melhor. Que a situação é grave, já todos percebemos. Mas que as medidas socialistas sejam as mesmas que as de uma maioria de direita, isso não só é contra-natura como potenciará o crescimento dos partidos da esquerda irrealista.


TS

quinta-feira, outubro 06, 2005

O drama do mediterrâneo

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(Foto:Reuters)

A Europa representa para muitos o sonho inatingível. Onde se tenta entrar, em desespero de causa, a nado, atirando o corpo contra barreiras de arame farpado, ou enfrentando as vagas em barcaças que mais parecem de papel.
Esta semana, foi Melilla e as suas ambulâncias a receber os poucos ensanguentados que conseguiram ultrapassar a fronteira da miséria para a esperança de uma vida melhor, deixando alguns mortos para as estatísticas.
Mas noutras semanas, temos Lampedusa a dar testemunho da tragédia quotidiana nos campos de acolhimento, sem capacidade para albergar os refugiados que lá sobrevivem em condições desumanas à espera da sua sorte.
E tantos outros casos ensombram as fronteiras do espaço europeu … Talvez seja difícil encontrar soluções para este drama humano, mas é urgente inventá-las!

JB

on-line