quarta-feira, novembro 30, 2005

Grande Pessoa - 70 anos depois

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É talvez o último dia da minha vida.
Saudei o Sol, levantando a mão direita,
Mas não o saudei, dizendo-lhe adeus,
Fiz sinal de gostar de o ver antes: mais nada.

Alberto Caeiro

terça-feira, novembro 29, 2005

alterações climáticas

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mail amigo fez-nos chegar prova perfeita do aquecimento global da terra.

JB

sábado, novembro 26, 2005

flocos de neve

Chegou o primeiro nevão. E a cidade, coberta de branco, ganha outro encanto. Só isto para me fazer levantar cedo e aventurar-me na rua com o frio que está!

JB

quinta-feira, novembro 24, 2005

emprestas-me esse banco?

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apetece-me ver as ondas sentada...

JB

terça-feira, novembro 22, 2005

e já lá vai um ano

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(foto AFP)

JB

segunda-feira, novembro 21, 2005

envelhecimento activo

O Presidente da República promove esta semana umas jornadas dedicadas ao envelhecimento activo. Trata-se de um assunto da maior actualidade no nosso País pois somos mais uma das testemunhas do envelhecimento demográfico que começa a ameaçar o mundo ocidental.

Muito para além das questões do colapso da segurança social ou do aumento da idade para a reforma, o que está em análise neste momento é a dignidade com que se envelhece e os incentivos à integração desta franja da sociedade no nosso dia a dia.

Este Verão convivi de perto com a ousadia de um grupo de idosos que, à falta de ocupação ou de família que se ocupe deles (problema maior!) decidiu formar um grupo etnográfico e pôr ao serviço da comunidade aquilo que a idade ainda lhes permite fazer: mostrar a sua arte na dança e na música. È verdade que o voz já não é tão límpida, que os dedos já teimam em não tocar as cordas todas ou que as maleitas do ossos já não permitem os passos de dança que conhecem, mas durante a sua actuação deram o melhor de si e mostraram que não andam por aqui à espera da morte.

Ontem, na TV francesa passou uma reportagem sobre a comercialização de livros com letra maior, editados precisamente a pensar em quem já não tem a vista de outros tempos e já não consegue ler um jornal ou uma revista por estes terem os caracteres pequenos.
Entrevistaram uma senhora dos seus 80 anos que, de sorriso nos lábios, testemunhou a alegria que sentiu quando teve oportunidade de voltar a ler, graças à ideia de uma editora francesa. Pena é que os livros sejam 10 % mais caros que os normais.

A terceira idade tem que deixar de ser um assunto que "despejamos" nos lares de idosos ou nos centros de dia e deve passar a ser uma preocupação na nossa política social. É necessária uma verdadeira solidariedade inter-geracional. Também chegará a nossa vez....

JB

terça-feira, novembro 15, 2005

apetecia-me ouvir...

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Cuando estas
Ya no están los demás
Cuando te vas
Tengo ganas de llorar
Perdida en el sillón de mi cuarte pienso en ti con mis manos
Que hacer?
No tengo ganas de salir
Por que?
Siempre tienes q huir
Perdida en el sillón de mi cuarte pienso en ti con mis manos
Una y otra vez dulce barbaridad
El no controlar la forma de parar

No pienso llorar
De eso ya me canse
Hoy voy a chillar
Voy a andar con mis pies

Otra vez
E echo comida para dos
Otra vez
me ha parecido oír tu voz
Otra vez
Empiezo a deslizarme en el sillón para la imaginación
Te pienso
Rodeándome te siento

JB

sexta-feira, novembro 11, 2005

O faz de conta

"In no Arab country today is there effective democracy or the universal recognition of fundamental human rights. Nor is there gender equality, the equality of non-Muslims with Muslims, or full religious freedom. European statesman, of course, know this perfectly well. However (...) the EU, with all this high-minded language, prefers to deal with an imaginary Arab world, invented to make possible this type of dialogue, rather than to face intractable Arab/Muslim realities."
Bat Ye'or in Eurabia Land of Islam

E, acrescento eu, é este faz de conta, este encolher de ombros, este criar de uma realidade que não existe, pelo medo de enfrentar as coisas como elas são que ainda nos vai lixar pela medida grande.

CA

quarta-feira, novembro 09, 2005

Muro de Berlim

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Há 16 anos, caía o mais emblemático símbolo da Guerra Fria e do mundo pós-Segunda Guerra Mundial.

JB

terça-feira, novembro 08, 2005

reencontros

Ontem reencontrei uma pessoa que não via vai para os 10 anos.

Os acasos acontecem e os cenários mudam mas há empatias que permanecem.

Há uns quinze dias reencontrei uma pessoa que não via vai para os 5 anos.

Os ocasos acontecem e há cenários imutáveis mas há antipatias que permanecem.

As minhas empatias não fazem manchetes de jornais. Já as antipatias ...

CA

o regresso

As minhas tentativas de regresso ao mundo blog tem sido sucessivamente goradas, tão goradas que os reptos dos frequentadores deste espaço já quase deixaram de existir.

Devo confessar que (entre um TS em estado de felicidade cósmica e um JB perdido em viagens imaginárias no seu atlas) tenho sentido como contraproducente qualquer intervenção.

Ou se calhar esgotei simplesmente as contribuições que fui trazendo a este espaço que fomos criando ao longo de 2005.

Mas se temos candidatos presidenciais que se apresentam quais fénix renascida não vejo razão para não voltar também eu a arrotar umas postas de pescada.

CA

Chapitô

A Solidar, aliança internacional de ONG's que tem como missão o fornecimento de serviços sociais, cooperação internacional, ajuda humanitária a formação contínua, atribui anualmente um prémio a organizações ou pessoas que tenham de alguma forma contribuído para uma melhor justiça social.

O prémio "Silver Rose" 2005 vai ser hoje entregue à colectividade portuguesa CHAPITÔ como reconhecimento pelo programa artístico, social e cultural que desenvolve em Lisboa tendo como público-alvo crianças e jovens em risco.

É merecido!

JB

a morte que deu vida

O Ahmed Al Khatib tinha 12 anos. Era palestiniano. Foi assassinado por soldados israelitas com um tiro na cabeça e outro no abdómen este fim-de-semana.
Os pais de Ahmed doaram o corpo da criança a um hospital israelita. Neste momento, os seus órgãos fizeram renascer a esperança de seis cidadãos do país que lhe ceifou a vida, nomeadamente de Sama, uma menina israelita também de 12 anos que vive agora sob as batidas do coração dele.
Se este gesto da família de Ahmed permitisse abrir portas para a resolução do conflito...

JB

segunda-feira, novembro 07, 2005

Equilibrium

É raro na vida sentirmo-nos num estado de perfeita felicidade, de satisfação serena e tranquila. Um sentimento de estar ao abrigo de todo e qualquer golpe baixo da vida. Uma sensação que será comparável ao "moment parfait" literário mas com a vantagem de não se desvanecer num fechar de olhos.

Em que nem a própria preocupação de mudança de estado de alma nos assombra o espírito. É como ver o céu sempre azul, ou ver as nuvens sem ter medo que elas chorem, ou vê-las derramar torrencialmente a sua água mas sair de casa sem guarda chuva.

É como se o gosto da madalena proustiana não nos saísse da boca, devolvendo-nos em sucessivas ondas as imagens de felicidade associadas à despreocupada e feliz infância.

Não me perguntem como nem porquê.
Se alguém o sabe ou o sente, sabe e sente também, que de tudo isto muito é culpa sua.

TS

on-line