A particularidade desta palmeira nem é o exótico efeito que provoca aos olhos de quem por ali passa. O que tem de excepcional é a rebeldia de ter crescido como bem lhe apeteceu, de ser diferente entre iguais.
Não marcámos no calendário o dia em que nos conhecemos.
Não marcámos no calendário a altura exacta em que começámos a trocar mensagens ou e-mails.
Não marcámos no calendário a data do primeiro café, do primeiro jantar, da primeira viagem, da primeira festa.
Achámos, por acaso e sem malícia, que era altura de por em ordem estes descontextos de cumplicidades e de diferenças... muito ao sabor das nossas esperanças e inquietações, das alegrias e das tristezas, dos afectos e das paixões, dos livros, dos discos e de todas as coisas que nos movem e nos fazem ser quem somos, como somos, ou como gostaríamos de ser.
É de olhares que vamos fazer estes descontextos. Olhares diferentes que temos sobre as coisas. Olhares, gostos e sabores que queremos partilhar, quanto mais não seja entre nós os quatro.
Decidimos marcar, a partir de hoje, presença nesta tertúlia pois é em momentos simples e singulares que apreendemos a essência da nossa vida e da dos outros.