sexta-feira, abril 28, 2006

outra na ferradura ...

Gosto de pessoas coerentes.
Independentemente de concordar ou não com elas, gosto de pessoas às quais reconheço uma linha condutora nos seus comportamentos.
Dito isto ainda gostava de compreender qual é a diferença entre usar um cravo na lapela no dia 25 e cantar a Granôla Vila Morena.

CA

uma no cravo ...

Nos últimos tempos a RTP/Internacional tem funcionado como a mais recomendável das terapias do sono: sejam os telejornais onde, confesso, adormeço antes mesmo de terminar a notícia de abertura, sejam as Praças da Alegria e similares onde tenho o condão de, sempre que faço zapping, acertar em cheio nas homeagens aos avós de Portugal.

Por mais voltas que dê não consigo compreender a razão de ser de a diáspora continuar a ser tratada como um grupo homógeneo de sopeiras, trolhas e outros que tais que só ficam felizes em ver o Toy, a Ágata, a Romana e outros que pessoalmente recuso admitir que conheço os nomes.

CA

sexta-feira, abril 21, 2006

é triste...

... quando o que devia representar o padrão de normalidade se torna motivo de notícia pelo seu carácter excepcional

"Quarta-feira sem mortes nas estradas

A Brigada de Trânsito da GNR e a PSP não registaram, anteontem, qualquer vítima mortal de acidentes nas estradas portuguesas e apenas um ferido grave, na área de jurisdição da PSP. Um facto do qual "não há memória", afirma a BT em comunicado."

in Jornal de Noticias, 21.04.06

JB

terça-feira, abril 11, 2006

A Fábula do Macaco e do Peixe

Um macaco passeava-se à beira de um rio, quando viu um peixe dentro de água. Como não conhecia aquele animal, pensou que estava a afogar-se. Conseguiu apanhá-lo e ficou muito contente quando o viu aos pulos, preso nos seus dedos, achando que aqueles saltos eram sinais de uma grande alegria por ter sido salvo. Pouco depois, quando o peixe parou de se mexer e o macaco percebeu que estava morto, comentou:
- Que pena eu não ter chegado mais cedo!
Mia Couto

JB

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